| O que me
fez ir a Cuba fotografar foram as perguntas sobre o povo, a maneira
que vivem, e especialmente sobre seu programa social. Chegando lá,
não encontrei a perfeita sociedade socialista que eu gostaria
de ver. O que encontrei foi uma sociedade em declínio esforçando-se
para sobreviver.
Quando voltei a casa, ao ver as fotos
tiradas, não conseguia ver a cor nelas, não combinava.
Para mim a vida deles não era colorida, mas sim um duro preto
e branco com matizes de cinza. É difícil ser otimista
sobre o que vi, me pareceu uma sociedade que foi deixada a parte
pelo resto do mundo. Mas, ao mesmo tempo, não conseguia ver
as pessoas em preto e branco, eles estavam cheios de cor. Eles eram
felizes e fortes. E, embora não tivessem muito, estavam contente
e com esperança de um futuro melhor.
Decidi então deixar as pessoas
em cor e colocar em preto e branco tudo que esta a suas volta, suas
realidades sem cor. |